terça-feira, 18 de novembro de 2008

minha objetividade, minha subjetividade

para t.

meu desejo de estar em você é tão profundo
enlouquece-me buscar-me para chegar em você
escapa-me o seu devaneio e deixa-me em razão
escapa-me o seu motivo e deixa-me em devaneio
desejo beber de seu charme e de seus olhos esverdeados (beleza que dói)
marcas fortes de sobrancelhas que hipnotizam junto ao verde mar
desejo saciar minha inveja de tuas qualidades e pegar um pouco de você para mim
desejo o toque de suas mãos em meus ombros e escorregando para a minha cintura
desejo o seu respirar na altura do meu umbigo, despertando toda minha libido
desejo os seus sonhos, os seus ideais, o seu medo, a sua doçura, a sua música
desejo sua morte em mim e a minha morte em ti
tenho contigo esta relação de objetividade e subjetividade
tenho comigo a mesma relação de energias
porque você, muitas vezes,parece tão eu
porque você me ultrapassa e é tão humanidade
porque eu te ultrapasso e também sou tão humanidade
porque faz ultrapassar-me e ser o melhor que sou

seria você apenas um recorte de humanidade ou a própria humanidade?

desejo meu de tua mão em meu ventre e seus calores ao pé do meu ouvido
desejo meu de homem e de humanidade e de mulher que sente-se em todas as idades

e desejar estar contigo é querer estar comigo
e te decepcionar é me decepcionar
e teus devaneios em parte são meus
e tuas razões em parte são minhas
e você sou eu e eu me misturo com você

sublime – outono de 2008

Um comentário:

Thiago Bueno disse...

Fico arrepiado cada vez que leio este poema!! :-)